duas ou três coisas
notas pouco diárias de Francisco Seixas da Costa
sexta-feira, março 28, 2025
quinta-feira, março 27, 2025
Dos lóbis
A escolha do cabeça de lista do PSD por Bragança, que só um cego não veria que iria suscitar polémica, é, em si mesma, bem reveladora de como o partido se encontra preso a lóbis e lógicas de aparelho dos quais não consegue desligar-se.
quarta-feira, março 26, 2025
O livro, a mesa e a solidariedade
Há dias, numa romagem com o meu amigo José Ferreira Fernandes à livraria Ulmeiro, na Avenida do Uruguai, que mudou ligeiramente de sítio e perdeu o gato à porta, não resisti: comprei, por bom preço, uma edição antiga do "Guia das Assembleias Gerais", de Mariano Roque Laia.
Coisas de outro tempo
Costumo dizer que, em regra, não guardo papéis. A regra tem, contudo, algumas raras exceções. Hoje, numa pasta que estava fechada há precisamente uma dúzia de anos, encontrei esta que foi a minha última comunicação para o Ministério, no meu último dia como embaixador em Paris, em finais de janeiro de 2013. Já não me recordava bem dos termos desse "telegrama" (é assim que chamamos às comunicações no MNE) que dirigi ao ministro Paulo Portas. Mas, confesso, continuo a achar adequado o que escrevi.
terça-feira, março 25, 2025
Uma coisa é uma coisa
O cartaz em que a cara de Montenegro surge ligada à palavra corrupção é uma forma miserável de fazer política. Até pode favorecer o primeiro-ministro, dado que as imputações de que é alvo nada têm a ver com corrupção, a contrário das acusações que visam o seu parceiro no cartaz. E as pessoas sabem isso.
segunda-feira, março 24, 2025
domingo, março 23, 2025
Guinness
O cabeça de lista do PS pela Madeira teve a sua 10ª derrota. Perder 10 vezes não é uma coisa por aí além; bem pior seria perder 20 vezes, não é? E assim até pode vir a entrar no Guinness! Mas ao PS nunca ocorreu tentar outro nome? É uma ideia "fora da caixa", eu sei!, mas pensem nela! Não é preciso pressa: daqui a uns anos e umas derrotas mais...
Old Joe
sábado, março 22, 2025
Friedman
Tom Friedman no NYT: "Trump and Netanyahu are brothers from different mothers, and there’s only one good thing about both of them, and that’s God only made one of each."
Por que será?
Os analistas nacionais que costumam dar mais credibilidade a fontes russas coincidem, nos últimos dias, num crescente ceticismo quanto às hipóteses de ser obtido a breve prazo um acordo na questão da Ucrânia.
sexta-feira, março 21, 2025
quinta-feira, março 20, 2025
A bolsa ou a vida diplomática
Naquela noite de dezembro de 2008, num belo jardim da casa de um casal amigo, sobre o lago Paranoá, em Brasília, o jantar reunido para a nossa despedida teve algumas dezenas de pessoas, distribuídas por várias e divertidas mesas. O dono da casa, uma pessoa de extrema simpatia de quem eu tinha ficado um bom amigo, era uma das figuras proeminentes da vida social da capital brasileira. Em sua casa, eu tinha conhecido o "tout Brasília", logo após a minha chegada. A sua mulher era uma anfitriã fantástica. Toda a noite correu extremamente bem... até um certo momento.
Já nos aproximávamos da meia-noite e alguns convidados iam abandonando o jantar. A certa altura, a mulher de um dos nossos amigos deu por falta da sua carteira Chanel. Depois de uma busca sem resultados, e com base em alguns indícios, deduziu-se que ela tivesse sido levada, eventualmente por engano, por uma outra convidada, que já tinha saído com o marido, uma figura então muito conhecida e com público destaque.
Entretanto, alguém do serviço da casa alertou para o facto de terem desaparecido vários talheres do faqueiro de prata, que estavam numa das mesas. E aí começaram a somar-se dois mais dois: alguns tinham notado que, no termo do jantar, a mulher dessa destacada figura tinha mantido embrulhado, junto de si, no que veio a apurar-se ser uma toalha de linho entretanto retirada da casa de banho, um volume que continha, manifestamente, os tais talheres desaparecidos.
O grupo dos convidados que restavam, onde havia políticos e outras personalidades de topo da vida brasileira, partilharam então as impressões de memória recente sobre o que tinham observado no comportamento, que a diversos outros títulos se mostrara bizarro, que a referida senhora tivera durante o jantar. E a conclusão foi unânime e inequívoca: fora ela a autora dos furtos. A nossa amiga que tinha ficado sem a caríssima bolsa, além de furiosa, estava inconsolável: com ela tinham ido também as chaves de sua casa...
Chamar a polícia estava fora de questão. Nas horas e dias seguintes, diligências particulares foram levadas a cabo junto da tal figura pública, que acabou por ter um comportamento curioso: nunca admitou expressamente a culpabilidade da sua mulher, nem sequer assumindo uma eventual cleptomania como justificação, mas acabou por compensar, com um cartão e a oferta de uma outra carteira, a nossa amiga a que a sua desaparecera. As pratas, contudo, foram levadas pelo vento...
Na ventanosa noite de ontem, durante um jantar, desta vez em nossa casa, em Lisboa, a simpática anfitriã de há 17 anos contou, com deliciosos pormenores, esse atípico jantar de despedida que ela e o marido nos tinham oferecido em Brasília. À distância, diga-se, tudo pareceu bem mais divertido.
Requiem
quarta-feira, março 19, 2025
"Nicely"
terça-feira, março 18, 2025
À Rádio Observador
Trump/Putin, financiamento europeu à Ucrânia, a Alemanha "va-t-en guerre" e a nova chacina israelita em Gaza.
Ver aqui.
Alemanha(s)
Notícias do défice
Há anos, por cá, quantos se mostraram relutantes em inserir na Constituição um valor-travão para a dívida foram considerados irresponsáveis. O rigor dos "frugais" e o quase "diktat" alemão fazia então escola entre nós. Agora que Berlim já flexibiliza, estão tão calados?
Israel (3)
Mais 300 e tal mortos em ataques israelitas em Gaza num só dia. Qual é a razão, qual é ela pela qual se deixou de falar no processo movido a Netanyahu, como um possível "criminoso de guerra", pelo Tribunal Penal Internacional? Ou lembrar isto transforma-nos logo em anti-semitas?
Israel (2)
Com mundo distraído com a Ucrânia, Israel "distrai-se" em Gaza e na Cisjordânia. Até as lágrimas da Europa secaram.
Voto
Já decidi: a menos que me anunciem que, num determinado dia, "caiu o Carmo e a Trindade", não tenciono ver a cobertura televisiva das eleições. Assim, desejo muito boa sorte àqueles em quem confio e, claro, menos sorte àqueles de quem desconfio. E seja o que o eleitor quiser!
segunda-feira, março 17, 2025
Maria Cachucha
Zelensky
Zelensky joga um jogo muito delicado. Ao colar-se aos europeus, que hoje são os seus mais fiéis amigos, acaba por rigidificar, até no discurso, a sua posição. Essa atitude pode vir a irritar Trump, no passo negocial seguinte, o que lhe seria fatal. Não é fácil estar no seu lugar.
Bolsonaro
Bolsonaro, que estará na iminência de ser detido, por implicação na tentativa de golpe para evitar a posse de Lula, continua a ser um fator polarizador de quase metade do Brasil. E é também um embaraço para a direita brasileira, que tem pouco tempo para encontrar um seu sucessor.
Uma coisa é uma coisa
Fica a ideia de que os europeus querem misturar a tarefa de fiscalização de um cessar-fogo na Ucrânia, que devia ser da responsabilidade de forças neutrais, com as garantias de segurança para o país, que podem ser dadas sem tropas no terreno.
Kursk
A incursão ucraniana em Kursk, em 2024, pretendia aliviar a pressão russa no Donbass, o que não veio a acontecer. Outro objetivo seria utilizar essa ocupação, agora falhada, como moeda de troca territorial numa futura negociação. A virtualidade militar da aventura em Kursk, com os custos humanos e materiais envolvidos, parece assim muito duvidosa.
Português
O professor Jorge Miranda, uma grande figura do Direito, que há dias disse que todos os imigrantes que cá chegam deveriam saber falar português, deveria refletir no facto de, ao longo dos séculos, aos muitos portugueses que emigraram pelo mundo, em busca de uma vida melhor do que aquela que o seu país lhes proporcionava, ninguém perguntou que língua falavam.
Um lapso
Tendo comentado com regularidade em televisões, durante anos, entendo perfeitamente que, durante uma intervenção, possa ocorrer um lapso, como há dias aconteceu com Maria Castello Branco, na CNN. É fácil, para quem nunca teve essa responsabilidade, condenar do sofá. Vir a público corrigir o erro, como ela fez, parece-me uma atitude de honestidade.
A questão
Uma questão bastante delicada no cessar-fogo na Ucrânia deverá ser a composição das forças fiscalizadoras. Parece implausível que a Rússia aceite que tropas oriundas de países que têm apoiado a Ucrânia surjam ali colocadas como observadores "neutros". Mas que fará Putin se Trump insistir nisto? No atual equilíbrio, Putin não pode arriscar-se a antagonizar Trump a um ponto que o possa fazer reverter da empatia estabelecida entre os dois. Isto vai ter graça.
domingo, março 16, 2025
O outro golpe de 16 de Março
O António era um conquistador nato ou, como ele dizia com graça, referindo-se às suas tendências políticas de então, um pouco menos Nato e quase Pacto de Varsóvia. Tinha um sucesso enorme junto do "pequename", uma qualificação machista então em voga no nosso meio.
sábado, março 15, 2025
O grande José Vilhena
Sou feliz possuidor da "opera omnia" de José Vilhena, mas apenas da publicada antes do 25 de Abril.
A razão
Há algo que não pode deixar de acompanhar toda a campanha eleitoral, porque não fazê-lo seria tomar os portugueses por parvos: a razão que provocou esta crise.
sexta-feira, março 14, 2025
Ad hominem
Parece claro que a tática de Luís Montenegro para as semanas que aí vêm, além de apresentar o saldo da sua ação governativa, é tentar criar um contraste de "figura de Estado" com Pedro Nuno Santos. Vamos assim ter uma campanha "ad hominem", coisa que não deve ser bonita de ver.
quinta-feira, março 13, 2025
Ontem
Miguel Macedo
Lamento muito a morte de Miguel Macedo. Sempre um senhor na política, um homem sério, vítima de uma inqualificável incompetência e de leviandade judicial, feita com cumplicidade mediática, num caso que lhe afetou a reputação, a vida pessoal e profissional e, quem sabe?, a saúde.
Branco
Aguiar Branco dava ares, no início do mandato, de querer assumir uma atitude de Estado, consonante com as responsabilidades inerentes ao lugar que ocupa. Com o decurso do tempo, foi perdendo equilíbrio e isenção. É pena. Usando termos de teatro italiano, sai pela direita baixa.
Maio
A mim, confesso, tanto se me dá que as eleições sejam a 11 como a 18 de maio. Só não gosto do 28 de Maio.
Trump e Putin. O jogo
Conversa entre Manuel Carvalho e Francisco Seixas da Costa, num podcast do jornal "Público".
Ver aqui.
quarta-feira, março 12, 2025
Encavacado
Cavaco Silva tem como objetivo de vida afirmar-se no olimpo social-democrata, numa espécie de competição virtual com a memória de Sá Carneiro e Passos Coelho. Num momento como este, com o líder do PSD envolvido numa trapalhada, o senhor professor está verdadeiramente encavacado.
Fasten seat belts!
M(AI)
Não dei conta que a senhora ministra da Administração Interna tivesse feito parte dos membros do governo escalados para irem às televisões defender a causa de Luís Montenegro. E, cá por coisas, tenho pena que isso não tenha acontecido.
Redil
Durante semanas, viu-se comentadores da área do governo criticarem Luís Montenegro, acompanhando o choque ético que atravessou o país. Isso foi ontem. Agora, com o cenário esquerda-direita de novo instalado no terreno, as ovelhas regressarão ao redil. Já se notou esta noite.
terça-feira, março 11, 2025
Samsonite
segunda-feira, março 10, 2025
11 de Março
O excelente documentário feito para a RTP por Jacinto Godinho abriu a ocasião. Depois, a historiadora Luísa Tiago de Oliveira fez um enquadramento da conjuntura.
A seguir vieram os testemunhos. O jornalista Adelino Gomes relatou o insólito encontro entre revoltosos e as forças do então RAL 1, cena que ele cobriu para a RTP. O comandante Costa Correia, uma prestigiada figura que meses antes ocupara a polícia política à frente de uma força da Marinha, relembrou a sua participação nesse frente-a-frente, que o filme registou para a História.
Seguiu-se a evocação da célebre Assembleia do Movimento daa Forças Armadas, por três pessoas que nela participaram e intervieram.
No que me toca, procurei explicar o que fazia o oficial miliciano que eu à época era no seio daquela história. Contei como integrei um grupo de oficiais, profissionais e milicianos, que, à hora de jantar desse dia, irrompeu pelo Palácio de Belém, suspendendo a reunião do "Conselho dos Vinte" e convenceu o presidente Costa Gomes a deslocar-se ao edifício do atual Instituto de Defesa Nacional, para uma sessão de debate com mais de 200 pessoas, entre os quais o primeiro-ministro Vasco Gonçalves e o almirante Pinheiro de Azevedo, que só terminaria cerca das sete da manhã. Tentei fazer uma leitura política do que ali se passou e, de caminho, falei também de uma outra reunião, muito mais tensa, com apenas cerca de 30 pessoas, que teve lugar 24 horas depois, onde se discutiu a composição do futuro Conselho da Revolução e em que também participei.
O coronel Nuno Santos Silva, da Força Aérea, que no 25 de Abril tinha sido um dos ocupantes do Rádio Clube Português, deu uma muito interessante visão das tensões políticas da época, chamando "os bois pelos nomes" no tocante às graves responsabilidades de António de Spínola, que, em 28 de Setembro de 1974 e naquele 11 de Março, ia levando o país para a guerra civil.
Vasco Lourenço, figura central do MFA, encerrou os testemunhos, relatando vários episódios, nomeadamente as tensões que protagonizou com o coronel Varela Gomes, que era a figura mais polémica da chamada "esquerda militar".
A sessão terminou com uma intervenção do anfitrião da sessão, o presidente Marcelo Rebelo de Sousa, que falou em particular para os estudantes presentes. Também ele, à época com responsabilidades no jornal "Expresso", tinha algumas histórias para contar.
Foram umas belas horas. Fica uma foto da nossa audiência.
( Deixo a minha perspetiva sobre o 11 de Março de 1975, inserida num programa da RTP. Pode ver clicando aqui. )
domingo, março 09, 2025
Pois é!
Parece que vamos mesmo para eleições. Trata-se de uma fuga em frente de Luís Montenegro, que, pela relegitimação que julga ir conseguir através delas, espera poder escapar ao juízo negativo que grande parte do país faz do modo como geriu a triste trapalhada em que se envolveu. Montenegro, que se saiba, não cometeu nenhuma ilegalidade, mas o seu comportamento na questão dos seus interesses empresariais demonstra uma indesculpável leviandade, que se não esperava de um primeiro-ministro e de um político experiente. A paralela exposição de uma rede de conluios entre autarquias, escritórios de advogados e estruturas partidárias, que se soma a outros episódios recentes, conduz a opinião pública a um juízo cada vez mais negativo sobre a integridade do aparelho político, à conclusão de que o país está subjugado por uma inescapável rede quase mafiosa de troca de favores. É com estas e com outras que, daqui a uns meses, só um milagre nos livrará de ver em Belém um totem de cara esfíngica, uma espécie de justiceiro eleito "by default". Nessa altura, os políticos que agora por aí andam bem poderão limpar as mãos à parede pelo lindo serviço que irão fazer à imagem do país.
sábado, março 08, 2025
Mulheres
Tão simples...
O que faria se fosse eu a determinar o sentido de voto no PS na moção de confiança que o governo vai apresentar? Muito simples: decidia que o PS se abstinha, não caindo na esparrela de uma moção oportunista. De seguida, claro, avançava para a comissão parlamentar de inquérito.
Quem será?
A mini-crise política em que país se viu envolvido não parece ter tido origem, que se saiba, em nenhum imbróglio empresarial de algum dirigente da oposição. Estão de acordo? Se sim, fácil será identificar o nome de quem quer levar o país para eleições.
Viva o 8 de Março!
A frase não é minha, li-a há pouco e é uma verdade que, nem por ser lapalisseana, deixa de ser uma imensa verdade: metade do mundo são mulheres; a outra metade são os filhos delas. Viva o 8 de Março!
A denúncia da ditadura
Sou pouco dado a ir a filmes que estão na berra. Faço mesmo gala de não correr a ver os que tiveram Óscares, antes de passarem uns bons tempos sobre o início da sua exibição. Às vezes, acabo por só os ver na televisão.
sexta-feira, março 07, 2025
"A Arte da Guerra"
Pode ver e ouvir aqui.
quinta-feira, março 06, 2025
José António Saraiva
Foi há mais de duas décadas. Eu tinha sido objeto de uma determinada ação política, executada com o objetivo de me prejudicar, embora embrulhada em falsos pretextos. O "Expresso", de que José António Saraiva era diretor, publicou, na sua primeira página, uma notícia que dava uma visão falseada da questão, claramente soprada por alguém a quem essa versão convinha que fosse difundida por um jornal com aquela projeção. Conhecia mal José António Saraiva, mas telefonei-lhe e disse-lhe isso mesmo. A sua reação foi de clara surpresa: "Só publiquei a notícia daquela forma porque considerei que a minha fonte, que era de um nível político muito elevado, era de total confiança". Retorqui: "Essa pessoa, que desconfio quem seja, mentiu-lhe. Se quiser, pode citar-me a dizer que essa figura mentiu". E dei-lhe dados e pistas que lhe permitiriam, se quisesse, repor a verdade dos factos. Assim aconteceu. Uma semana depois, o "Expresso" voltou ao assunto, desta vez com todo o rigor factual e dando-me mesmo oportunidade para afirmar a minha parte da verdade. Não esqueci isto. E apetece-me lembrar esse gesto, nesta que é a hora da morte de José António Saraiva, com uma idade que conheço bem.
Língua portuguesa
Aa minhas intervenções centraram-se no estatuto internacional da língua, nos limites da sua projeção e no grau razoável de ambição que é possível ter para a sua contínua promoção. Falei do papel do Brasil e do futuro da língua em função do ascendente demográfico previsível de Angola e Moçambique, no final do século. Procurei ser realista, tentando não ser voluntaristicamente eufórico nas perspetivas futuras do Português no mundo. O patrioteirismo linguístico não faz o meu estilo.
quarta-feira, março 05, 2025
... não morre solteira!
Importa que o PS deixe claro que, mal tome posse a nova Assembleia da República, depois das eleições, e qualquer que seja o desfecho destas, apresentará um requerimento para a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito, nos mesmos termos da que já tinha anunciado.
Trump
terça-feira, março 04, 2025
Jean-Louis Debré
Jean-Louis Debré, que hoje morreu, foi uma figura atípica da vida política francesa. Conhecido "franc-parleur", mantinha Nicolas Sarkozy e Edouard Balladur como seus "inimigos íntimos" - e não o escondia. Ao contrário, Jacques Chirac foi um dos seus grandes amigos, uma figura a quem se manteve fiel ao longo da vida.
segunda-feira, março 03, 2025
A nossa língua dos outros
É excelente que um filme em língua portuguesa vença um Óscar. O português é também a nossa língua dos outros.
"Trump e a força dos fracos"
Ver Keir Starmer e Emmanuel Macron a assumir um assinalável protagonismo, na atual crise de segurança ocidental, quando os sabemos a ambos extremamente debilitados nos respetivos cenários internos, mostra que a vida política é uma caixa de surpresas.
domingo, março 02, 2025
Toda a gente?
Nos últimos dias, toda a gente fala do caso Montenegro e das suas repercussões para a estabilidade política do país. Toda a gente? Bom, bem vistas as coisas, nem toda ...
Ai se fosse o PS ...
Sei como funcionam as televisões, em face de um acontecimento como o de ontem. Mas ver todos - repito, todos - os canais de notícias a receberem ministros, a debitar os "eléments de langage" fornecidos por S. Bento, não foi uma coisa muito decente. Tivesse sido com PS e era o bom e o bonito!
Com adversários assim...
Em Portugal, a inabilidade da esquerda é tanta que permite que a direita transfira para ela a responsabilidade das suas próprias crises.
Já agora...
Já agora, para os que andarem distraídos com a Ucrânia, convém lembrar que Israel retomou os ataques na Faixa de Gaza. Não há nada como um comboio para esconder outro.
Há malas que vêm por bem...
A brincar, a brincar, com esta malapata do primeiro-ministro, já ninguém se lembra das malas do Arruda...
Alguém pode explicar ?
É minha impressão ou as regras aplicáveis às bicicletas, isto é, o código da estrada - como a proibição de conduzir contra a mão, a necessidade de terem luz à noite, etc - deixaram de ser obrigatórias? E os motociclos já podem "furar" livremente entre os automóveis? É mesmo assim?
sábado, março 01, 2025
Trapalhadas
... várias famílias
Não foram várias famílias mas foram diversas vozes que, ao longo dos últimos três meses, me foram solicitando que voltasse a admitir a publicação de comentários. Ao que parece, há algumas pessoas que acham graça àqueles textos. Não sei quantas, dado que, desde que os comentários deixaram de ser publicados, os leitores do blogue aumentaram. Ele há cada mistério!
Mas, pronto, vamos fazer uma nova experiência. Só peço que sejam moderados no tom dos textos, para que isto possa ser um lugar sereno e amigável.
sexta-feira, fevereiro 28, 2025
quinta-feira, fevereiro 27, 2025
O alibi
Sabia que o Luís Castro Mendes era um diplomata "de truz". Só não o sabia tão pérfido. Decidou marcar o lançamento do seu último livro para as 19.00 horas de hoje, no Grémio Literário, na rua Ivens, quando ele sabia, de ciência certa, que hoje iria estar um dia infernal de chuva.
quarta-feira, fevereiro 26, 2025
Não é fácil explicar...
terça-feira, fevereiro 25, 2025
A ver a vida passar
A cada dia que passa, com a deriva americana em crescendo, a Europa transforma-se numa impotente espectadora do seu próprio destino.
Centaur Club
segunda-feira, fevereiro 24, 2025
Repita lá!
Quando ouço alguns políticos, um pouco por todo o mundo, dizer que estarão com a Ucrânia até ao fim, interrogo-me sobre o que isso realmente pode querer significar.
"Deutschland über alles!"
Como as sondagens há muito indicavam, o partido de extrema direita AfD, Alternativa para a Alemanha, obteve um excelente resultado nas eleições legislativas de domingo. Não vai ter possibilidade de entrar no futuro governo, mas o seu peso político está em crescendo, como em crescendo está o receio europeu de ver aproximar-se do poder, na Alemanha, uma força que não esconde a nostalgia por um passado que trouxe a tragédia e a devastação ao continente.