quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

A procuradora-geral


Este país é tão “obviozinho” que até mete pena. 

Quem não gosta da procuradora-geral da República acha que o “espírito da lei” aponta “naturalmente” para um único e não renovável mandato.

Quem gosta da senhora e daquilo que a PGR tem vindo a fazer sob a sua direção é de opinião de que a “letra da lei” é clara e que permite a renovação, a qual deve ser feita.

O resto - isto é, a “reflexão” do pequeno “constitucionalista” que cada português traz dentro de si, quando lhe dá jeito - são apenas truques de cada um a fingir que não tem viés ideológico. E se acaso se tratasse do procurador-geral Pinto Monteiro? Não estavam todos com posições diametralmente opostas? 

Não nos tomem por parvos, está bem?

3 comentários:

Anónimo disse...

E o que ha pelas terras Lusitanas.

Ainda a pouco tempo atras tivemos os pafiosos pds/cds todos em unisono a criticar as coligações pos-eleitorais como se tivesse caido o Carmo e a Trindade quando eles mesmos ja tinham feito o mesmo.

Anónimo disse...

Caro Embaixador,

Que as coisas são como diz, não merece qualquer contestação. Mas é por as coisas funcionarem desse modo que merece especial critica a atitude da direita que, fazendo deste não assunto um "caso de regime", põe a nu o vazio de ideias de oposição substantiva. Que os nossos média lhes sigam ( e alimentem ) a estratégia de "casos", diz mais sobre a hipocrisia da nossa imprensa de referencia do que sobre a hipocrisia de certos politicos .

MR

Luís Lavoura disse...

Quem gosta da senhora

Não é que gostem dela. Gostam é do processo contra Sócrates, que andou para a frente no tempo dela. Disso é que gostam. Adoram, mesmo.