sábado, 10 de fevereiro de 2018

Verticalidade


É assim que a sociedade progride. Com gente como Adolfo Mesquita Nunes, que tem a coragem de enfrentar o preconceito.

Quem for consciente da sociedade em que vive tem a obrigação de lutar pela criação de um ambiente de liberdade e tolerância, onde ninguém seja discriminado ou estigmatizado pela sua orientação sexual. 

Gestos como o de AMN, como antes o foi o de Graça Fonseca, contribuem para lutar contra esse preconceito. 

Não querer perceber isto, pretendendo transformá-lo num “não problema”, é apenas um resquício subliminar da homofobia, aliás parte integrante do nosso atraso social.

Um dia, a sociedade portuguesa reconciliar-se-á consigo mesmo quanto a esta questão. Nesse dia, atitudes destas deixarão de ser necessárias. Por ora, são essenciais.

13 comentários:

Anónimo disse...

Time Out:
- declações do Cardeal Patriarca poderão não ser consideradas como "incontinência verbal";
- neologismo do dia:" riismo" (risível);
- Lurdes Rodrigues reitora do ISCTE, Santos Silva firme nas Necessidades e não ao leme da Universidade do Porto;
- Loureiro Bastos pede Tribunal de Haia para o caso Vicente (por favor explicar-lhe data independência de Angola);
- Schulz nas ruas da amargura (também tu?) depois de ferida a amizade com Gabriel;
- Napoleão exila-se em Santa Helena depois de Waterloo; Puidgemont: o que se segue...;
- Em Paris, Tati não fará remake de o Senhor Hulot.

Helena Sacadura Cabral disse...

Francisco
Embora considere que as opções de vida sexual são um assunto do foro íntimo e a mim me não passasse pela cabeça falar do que faço ou fiz nessa matéria, admiro a forma inteligente como AMN, abordou o assunto. Não reuniu Imprensa nem deu entrevistas sobre o modo como vive a sua sexualidade. Limitou-se a pedir que não retirassem um cartaz em que o apodavam de ser homossexual, porque ele não continha nenhuma mentira.
Julgo - posso estar errada - que não é só ao próprio que compete essa decisão. É também a quem possa compartilhar a sua vida e não queira falar sobre isso.
Fazer uma bandeira da declaração da própria sexualidade é muito diferente de vivê-la. E vive-la é, quanto a mim, o que mais interessa. Tenho amigos homossexuais e amigas lésbicas que não respeito menos pelo facto de não apregoarem a sua vida íntima.
A seguir virá a cronologia dos /das parceiras e assim por diante. A igualdade nesta matéria, parece-me, pode ser feita por outros meios que não sejam exclusivamente o de dar a conhecer o que cada um faz e com quem. É um problema para os pais e as escolas formarem as pessoas a seu cargo.
Dito isto, tenho o maior respeito pelo Adolfo e pela atitude que tomou. Sobretudo, pela forma como a tomou. E porque o conheço não creio que se lhe arranque mais nada sobre o assunto!

Anónimo disse...


Pois é...

Nem todos entendem que há diferença entre ser-se gay e ser-se homosexual.

Ser-se gay é apenas um estilo de vida adoptado pela maioria de hopmosexuais exuberantes. O ser-se homosexual é de facto uma opção de escolha de parceiros sexuais, mas tendo uma vida no meio que o rodeia, em quem nem os visinhos reparam.

Isto é assim porque o grande público entende que todos os hmossexuais são gays pela sua exuberância e pelo estilo de vida que praticam muitas vezes de uma forma irresponsável.
Nunca percebi porque razão um gay tem de se destacar do cidadão comum.

Anónimo disse...

Só mais uma achega ao assunto:
Sabem porque se chama "gay" a quem domonstra as suas opções sexuais de homossexual?

Em Inglaterra até aos anos 50 do século passado alguns homossexuais eram um pouco vistosos de mais.
Eram muito alegres e comunicativos, davam muito nas vistas. Foi assim que passaram a ser apelidados de "Gay".
E com isto está tudo dito.

Anónimo disse...

Portanto, D. Helena, o Adolfo disse aquilo en passant, como quem diz "sabe, eu sou filatelista" ou "hoje faz frio"... É preciso não ter a noção do impacte e importância de uma declaração pública destas. O Adolfo tem. É ler.

Anónimo disse...

Quem assistiu a debates com ele nas televisões, há muito percebera tratar-se de alguém superior, muito acima da média dos chamados «comentadores». Bate tudo certo e há poucos da geração dele, cultos e interessantes, educados e elegantes, firmes nas suas convicções e não trauliteiros, com respeito por si próprios (fundamental) e pelos outros - hoje um verdadeiro
problema transversal nos partidos

Anónimo disse...

Não entendi bem o comentário da D. Helena Sacadura Cabral. O Adolfo não se limitou a falar de um cartaz. O Adolfo deu uma entrevista em que disse que é homossexual. Disse outras coisas, mas toda a gente sabe, incluindo ele, que este era o ponto mais importante da entrevista. Isto, ao contrário, do que parece pensar, não é uma coisa nada banal neste país. Antes fosse, antes fosse...

Anónimo disse...

A comunicação não deixa de ter uma configuração exibicionista!
Não é normal andarem a apregoar para que lado se deitam!

O problema é o lóbi que dizem haver por aí, que é mais um de tantos outros (de interesses particulares).

Anónimo disse...

Os "Lobies":
Bom asssunto para este blog.

Ao aperceber-se que é diferente o homosexual tenta inserir-se na sociedade como pode. Os locais que frequenta são em função da sua oreintação sexual. As companhias também. Se é uma pessoa de origem fora de Lisboa sente-se um pouco perdido. É facil atraí-lo para "lobies" mais ou menos estruturados para se poder fazer subir na escala social nem que seja pela revista "caras". Arranja padrinhos.
Sempre achei curioso como ainda não apareceu uma estrutura partidária a integrar esses Lobies. Será da má fama dos gays?

Anónimo disse...

E quando se começa a aceitar a poligamia?

Anónimo disse...

@ anónimo das 18:42

Está falar dos bissexuais:

Isso é uma variante de prática sexual que não é aceite nem por gays nem pelo resto das populações.
Os gays dizem que é gente que está em "negação". Os heterossexuais chamam-nos de traidores e promiscuos.
São os mais odiados.

Anónimo disse...

@ anónimo das 15:08

Estou mesmo a falar da poligamia. Ser aceite um homem poder casar com várias mulheres ou uma mulher com vários homens.

APS disse...

Em contraponto saudável, e mais amplo, não há como ler a crónica "Se eu fosse...", de António Guerreiro, na "ípsilon" do jornal Público de hoje (16/2/2018).